Os 13 fatores de risco psicossocial do Guia do MTE (com exemplos)
- O Guia do MTE, publicado em 24/04/2025, exemplifica 13 fatores de risco psicossocial relacionados ao trabalho.
- Eles compõem os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (FRPRT) que a NR-1 exige gerenciar no PGR.
- Os fatores vão de assédio e sobrecarga a subcarga, baixo controle, falta de suporte e má gestão de mudanças.
- São exemplos: a lista orienta a identificação, mas cada empresa deve avaliar sua própria realidade.
O que são os 13 fatores de risco psicossocial?
O Guia do MTE, publicado em 24 de abril de 2025, exemplifica 13 Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (FRPRT). São condições organizacionais que, mal gerenciadas, podem adoecer os trabalhadores e que a NR-1 exige identificar, avaliar e controlar no PGR. Trata-se de uma lista de exemplos que orienta a identificação — cada empresa deve olhar para a sua própria realidade. A seguir, cada fator com um exemplo prático de como ele aparece no dia a dia.
1. Assédio de qualquer natureza
Inclui assédio moral, sexual e outras formas de constrangimento. Exemplo: um líder que humilha publicamente um funcionário em reuniões, ou insinuações e avanços indesejados no ambiente de trabalho. É um dos fatores mais graves e costuma exigir canal de denúncia e resposta rápida.
2. Baixa clareza de papel
O trabalhador não sabe ao certo o que se espera dele. Exemplo: um colaborador recebe ordens conflitantes de dois gestores e nunca sabe qual prioridade seguir, vivendo em tensão constante por medo de errar.
3. Baixa demanda (subcarga)
Trabalho de menos, monotonia ou subutilização das capacidades. Exemplo: um profissional qualificado passa o dia com pouquíssimas tarefas ou atividades repetitivas e sem sentido, o que gera tédio, desmotivação e sensação de inutilidade.
4. Baixa justiça organizacional
Percepção de que as decisões e o tratamento são injustos. Exemplo: promoções e benefícios distribuídos por favoritismo, sem critérios claros, fazendo com que a equipe sinta que esforço e resultado não contam.
5. Baixas recompensas/reconhecimento
Esforço que não é reconhecido nem recompensado. Exemplo: uma equipe entrega um projeto difícil no prazo e o resultado passa despercebido pela liderança, sem um agradecimento ou retorno — com o tempo, o engajamento despenca.
6. Baixo controle/autonomia
Pouca influência sobre como e quando o trabalho é feito. Exemplo: um atendente precisa seguir um roteiro rígido para tudo, sem margem para decidir nada, mesmo em situações que pediriam bom senso.
7. Eventos violentos ou traumáticos
Exposição a situações de violência ou choque. Exemplo: trabalhadores de um comércio que passam por um assalto, ou profissionais que lidam com acidentes graves e cenas de forte impacto emocional.
8. Excesso de demandas (sobrecarga)
Volume, ritmo ou pressão de tempo acima do sustentável. Exemplo: metas crescentes com a mesma equipe, jornadas que se estendem para dar conta do trabalho e a sensação de que a lista de tarefas nunca acaba.
9. Falta de suporte no trabalho
Ausência de apoio de gestores ou colegas quando é necessário. Exemplo: um novato é jogado na função sem treinamento nem alguém a quem recorrer, e a liderança não está disponível para tirar dúvidas.
10. Más relações no trabalho
Convivência marcada por conflitos e clima ruim. Exemplo: uma equipe com panelinhas, fofocas e atritos constantes, em que a comunicação entre setores é hostil e ninguém quer colaborar.
11. Má gestão de mudanças organizacionais
Mudanças conduzidas sem comunicação nem preparo. Exemplo: uma reestruturação anunciada de um dia para o outro, sem explicar motivos nem impactos, deixando todos inseguros sobre o próprio emprego.
12. Trabalho em condições de difícil comunicação
Ambientes ou arranjos que dificultam a troca de informações. Exemplo: equipes em turnos que quase não se cruzam e não têm um canal para passar o bastão, gerando retrabalho e falhas por falta de informação.
13. Trabalho remoto e isolado
Atividades feitas à distância ou de forma solitária, com risco de isolamento. Exemplo: um funcionário 100% remoto que passa dias sem contato real com colegas, sente-se desconectado da equipe e perde as referências do que está acontecendo na empresa.
Como usar essa lista na sua empresa?
Os 13 fatores são o ponto de partida para a etapa de identificação exigida pela NR-1. A partir deles, a empresa avalia quais estão presentes, com que intensidade, e leva o resultado para o PGR e para o plano de ação. Lembre-se de que a avaliação deve preservar o anonimato de quem responde e ser validada por um responsável técnico.
Como o NR1 Já cobre os 13 fatores
A pesquisa do NR1 Já é construída sobre esses 13 fatores: são 13 itens, mais um alerta específico de assédio que dispara por e-mail e WhatsApp. A empresa cadastra a equipe, o sistema gera o organograma e, ao final, entrega um dashboard de risco por dimensão e um relatório pronto para o responsável técnico.
O diagnóstico é um insumo: a validação técnica continua a cargo do profissional habilitado designado pela empresa. Para mapear os 13 fatores da sua equipe de forma rápida e anônima, conheça o NR1 Já em nr1ja.com.br por R$89,90.
Perguntas relacionadas
Quando foi publicado o Guia do MTE com os fatores de risco psicossocial?+
Em 24 de abril de 2025. Ele exemplifica 13 fatores de risco psicossocial relacionados ao trabalho para orientar a identificação exigida pela NR-1.
Os 13 fatores são uma lista obrigatória e fechada?+
São exemplos que orientam a identificação. A empresa deve avaliar sua própria realidade, verificando quais fatores estão presentes e com que intensidade, e registrar o resultado no PGR.
Qual a diferença entre sobrecarga e subcarga?+
A sobrecarga (excesso de demandas) é trabalho, ritmo ou pressão acima do sustentável. A subcarga (baixa demanda) é o oposto: trabalho de menos, monotonia e subutilização, que também adoece por tédio e desmotivação.
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